Setedoses - Cultura todo dia

Podcast do Senador

Postado terça-feira, maio 3rd, 2011, por Terça-feira | Tags:, , ,

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“Vocação” por Lygia Fagundes Telles.

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Gabriel Kwak, o Senador,  publica podcast às terças-feiras no Sete Doses

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A minha última dose

Postado domingo, maio 1st, 2011, por Domingo | Tags:, , , ,

Quando anunciei a ideia do Sete Doses estava bêbado. Lembro exatamente do dia, da hora, da fila sempre contagiante do milo. Os amigos de sempre ao meu lado, Lucas e Kazu, sempre juntos, sempre com a cerveja em uma mão e o cigarro na outra. Andávamos pela madrugada criando laços cada vez mais fortes. E eu, melancólico, sempre meio triste, tinha medo de perder isso. Criei o Sete Doses exatamente para não perder os amigos. Sabe-se lá o que vai acontecer amanhã, pelo menos teríamos um elo a nos prender uns aos outros.

Kazu, Lucas e eu no bar do Roma

Nessa época, bebia-se de noite e de manhã. À tarde, no trabalho, meio atrapalhado pela noite não dormida, encontrava com Ziegler, Rocha, Lex, Ricardo e Guilherme. Que trabalho era esse? Eu amava cada uma daquelas pessoas e adorava conversar eternamente com elas. Não conseguiria deixá-las de fora. O primeiro a ser chamado foi o Ricardo, porque no início queria apenas sete pessoas para escrever. E marcamos a primeira reunião: eu, Lucas, Kazu, Roston, Ricardo e Helder. Eram os cinco primeiros.

Eu, Ziegler, Gui, Rics e Rocha (faltou o Lex que estava em Pira): trabalhar com quem se ama é fácil

Meu apartamento na Avenida Paulista, conhecido como 1818, era pequeno, sujo e tinha uma cama gigantesca na sala, o que dificultava sobremaneira a movimentação dos presentes. Geladeira sempre lotada de cerveja, cinzeiros abarrotados até a boca e piadas e mais piadas. No fim, resolvemos chamar todo mundo que gostávamos para fazer parte. Seriam catorze, não apenas sete. O primeiro que ligamos foi o Rocha que, sem saber o que era, disse sim. Nesse dia, em um surto de piadas e nomes terríveis, o Lucas, esparramado no Maracamã (apelido da minha cama), falou tímido, quase pra dentro: acho que deveria ser Sete Doses. Batizado.

A vista da janela do 1818: apartamento que deveria virar museu

Depois disso, fui convidando um por um. Era um período em que jantar com a Ana era quase um ritual diário. Quase sempre meio altos de uísque, sem muito estômago para comer, andávamos pela cidade atrás do prato perfeito. E foi numa noite dessas que a convidei. Nunca vi alguém tão feliz. A mesma coisa com quase todos os outros, ninguém tinha dúvidas. Todos sorriam e pulavam no barco que não tinha nenhum leme. O trabalho começou aí.

Devo dizer que eu e o Kazu, nesse começo, nos fudemos muito, mas nos divertimos mais ainda. No 1818, sempre acompanhados do álcool, alternávamos os planos do projeto com vídeos engraçados no Youtube. E o negócio saiu tão naturalmente que nem me lembro. O Ziegler fez o cabeçalho e criou diversos logos para escolhermos em nossa primeira reunião. Disso eu recordo.

Eu e o Kazu mamados e satisfeitos: nos divertimos mais do que nos fudemos

Combinamos no Leblon, um bar que era mais da Ana do que do próprio dono, e quase todos foram. Alguém faltou, mas não me lembro quem. Aquele dia todos tiveram a certeza de que aquilo seria marcante, muito maior do que prevíamos. Muita gente não se conhecia e, em cinco minutos, uma energia inacreditável tomou conta do bar. Era como se cada um ali fosse uma peça perfeita de um quebra-cabeça. Deu tão certo que era emocionante. O Rocha, deslumbrado, fazia a foto de cada colunista sem bem saber o motivo. Era tudo tão novo, com um sabor tão forte. O início de tudo é tão fresco e perfeito que a memória até festeja quando se lembra. Nada que começa é ruim. Nunca. Somos todos viciados em inícios.

A estréia do site, dia 01 de março de 2009, foi uma sensação indescritível. Tivemos quase 2000 acessos em um único dia. Nossa ansiedade era tão grande que todos os amigos entraram na euforia, todo mundo resolveu conferir o que deixava aquelas catorze pessoas tão felizes. E foi a semana toda assim, acordava e entrava no site toda hora. Dormia pensando quais seriam os posts do dia seguinte.

Um dos momentos mais marcantes pra mim foi uma reunião no porão do Charme da Augusta naquela mesma semana. Fizemos uma roda e, um de cada vez, com todos os outros prestando atenção, contou quando foi a primeira vez que se sentiu vivo. Era óbvia a pauta. Todos nós nos sentíamos absolutamente vivos naquele momento. O encontro, que nunca vou esquecer na vida, foi eternizado em um texto magistral do Roston, que considero até hoje um dos melhores e mais sensíveis do site (LEIA AQUI).

E assim o tempo foi passando, os catorze ficaram cada vez mais próximos, alguns textos geniais eram escritos. O Yuri, por exemplo, mostrou-se um artista brilhante logo no início. Mereceu, como aconteceu, ter suas tiras em uma exposição, com o pai dele babando em cima das telas e todos nós orgulhosos: “são as tirinhas do Sete Doses”. Virou um time de vez, todos torciam por todos. No intervalo disso, nos encontrávamos quase que mensalmente no Bar Barão da Itararé. Bem caro, meio apertado, mas sempre maravilhoso. Naquela época não tinha espaço para reclamações. Começava com os catorze, acabava com quase trinta pessoas se amontoando nas mesas. Todo mundo queria ir à reunião do Sete Doses, era um verdadeiro evento.

Olha como o Yuri era feliz na época da exposição

Sete meses se passaram e organizamos a nossa primeira festa. Lembro até hoje que entrei de férias - após seis anos de trabalho contínuo - na sexta-feira e a festa era no sábado. Na segunda, ia viajar para Trindade-Paraty-Rio de Janeiro com a mulher por quem eu estava perdidamente apaixonado. Era a melhor época da minha vida, sem dúvida. Naquela noite, caiu a maior tempestade do ano na cidade. Eu estava nervoso, tinha bebido de tudo, fumado de tudo, com receio do fracasso. E realmente pouca gente teve coragem de ir. Mesmo assim, foi uma festa incrível, todo mundo unido dançando na pista, todos se gostavam muito, todos estavam inteiros no propósito de festejar o que quer que fosse.

Primeira festa: felicidade não precisa de legenda

Aí, eu ficava cada vez mais impressionado com a motivação de alguns. O Lex, desde então, mostrou que daria tudo de si para fazer o podcast mais caprichado da Internet. Os olhos dele brilhavam e faziam com que os nossos também. O Senador, passando receitas de bebidas, me deixava feliz logo cedo e o Grito melhorava o podcast de forma camaleônica. O Mineiro escrevia textos tão elegantes e instigantes que o considero um dos repsonsáveis por redespertar a minha paixão por futebol. Era nossa época de ouro. Aí completamos um ano de vida com outra festa.

Eu e o Lex: o que seria do Sete Doses e de mim sem ele?

Coloco essa segunda festa como uma das melhores da minha vida. O Puri lotado, eu estava em uma época linda da minha vida, e todos estavam lá. Se faltou alguém, não dei conta, é como se todos estivessem. Teve bolo, teve uísque, teve música boa, gente legal. E uma felicidade enorme. Considero aquela fase a melhor do site por inúmeros motivos: os textos estavam melhores, as tirinhas do Yuri chegavam a um nível espetacular, Ziegler e Rocha com a excelência de sempre e todos os podcasts pareciam ter encontrado um caminho. Recebia e-mail de várias partes do Brasil com elogios, os leitores participavam do site. Era tudo muito legal. Eu estava feliz e achava que era pra sempre.

Todo mundo na segunda festa (faltou Helder e Lex)

Estava na hora de eternizar tudo isso aí. O medo, de novo, de perder. Conseguimos um contrato com a Multifoco, uma editora do Rio de Janeiro, e começamos a trabalhar muito. Primeiro, a seção de fotos na casa do Lex, um dos dias mais divertidos do site.

Gracinha em um dos dias em que tiramos as fotos para o livro

Depois, eu, Ziegler, Renato e Lex fomos heróis, fizemos todo o projeto do livro. A irmã do Ziegler, Andréia, numa prova de como era tudo muito coletivo, se dispôs a revisar os textos. Eu editava, ela revisava e o Ziegler diagramava. No dia do fechamento, viramos mais de 20 horas trabalhando. Nos divertimos, nos estressamos, fumamos e bebemos horrores na casa do Lex, que se tornara o QG do site desde que eu mudara para Perdizes.

Quando vimos tudo pronto, quando mandamos para a gráfica, foi um orgulho enorme. Isso tudo foi coroado com um lançamento na Bienal do Livro, com familiares e amigos presentes. Era a coroação de tudo. Era o fim de tudo. Mas eu não queria perder, a gente nunca quer.

Livro pronto depois de muito trabalho

Quase todo mundo no lançamento na Bienal

Depois do lançamento, muita coisa boa aconteceu, mas a queda do site era visível. Caminhávamos com o fôlego reduzido, muitas mudanças na vida pessoal de cada um, muitas dores, muitas alegrias. Tudo mudara. Ninguém mais era como era, muito por causa do próprio Sete Doses. O poder que ele teve na vida de todos foi enorme e ninguém nunca vai negar isso. Como diria o Lex, e como senti em cada um, era uma terapia semanal. E em terapia há uma revolução, uma mudança drástica. E foi isso o que aconteceu.

Com a coisa cambaleante, as crises aumentaram, algumas pessoas se perderam em suas colunas, outras furavam com cada vez mais frequência. Eu via que estava perdendo, mas não queria. Decidi mudar, adicionar pessoas para salvar o barco que afundava. Escolhi, para isso, pessoas de quem eu gostava muito e que ficaram de fora na primeira versão. Muitas eu não tinha mais contato, mas acreditava que eram especiais pra mim e para outros do site de alguma forma. E eram e são mesmo.

Primeira reunião do novo site e a esperança do recomeço

Mas não deu certo. Todo mundo sabe essa parte chata, não vou falar dela. Só posso pedir desculpas sinceras para os novos que eu deixei na mão.

Rocha preocupado com a transição: algo não cheirava bem

Dou meu adeus ao Sete Doses. Um ciclo se fecha e outro começa, pra mim e pra todos. Guardar todos os momentos bons é o que me resta. Raros são os que conseguem compartilhar com tanta gente uma história tão bonita, honesta e quase inacreditável como essa. O Sete Doses é inesquecível, uma das melhores coisas que aconteceram na minha vida. Mas acabou. Eu não queria perdê-lo, como não queria perder um monte de coisas da minha vida que perdi. Dois anos depois, sou outro. Todos os catorze são outros. É preciso aprender a perder e recomeçar. Só guardo felicidades disso tudo. Eu decido sair e fico feliz em saber que alguns querem continuar. Desejo sorte se assim for.

Fim de festa

Obrigado a todos que um dia acessaram o site. Obrigado a todos que entraram nesse barco sem rumo e ajudaram a dar um sentido e a construir uma história. Obrigado a quem participou de maneira indireta, que foram muitas pessoas. Foi lindo e será pra sempre.

É na memória que mora a eternidade.

Imagem que sintetiza tudo*

*LEIA TEXTO DO HELDER AQUI

André Toso se despede emocionado do Sete Doses neste domingo

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dose_INDIE

Postado sexta-feira, abril 29th, 2011, por Sexta-feira | Tags:, , , , , , , , , , , , , ,

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Na primeira semana de março de 2009 começamos o blog. O brilho nos olhos era constante. Aguardavamos ansiosos a semana seguinte chegar para mais uma experiência criativa. Éramos felizes. Publiquei no dia 6 a dose_INDIE #1. O tema coletivo foi “o início”. Para o set list escolhi músicas lançadas nos primeiros discos das bandas e outras que, de alguma forma, representavam o começo. Hoje, 29 de abril de 2011, repito as mesmas bandas mas com músicas lançadas nos seus últimos discos. O Sete Doses fechou um ciclo.

01 – The Smiths – Girlfriend In A Coma

“Girlfriend In A Coma” foi lançada em Strangeways Here We Come, último disco de estúdio do The Smiths. Depois de lançado, as diferenças artísticas entre Morrissey/ Marr aumentaram e o guitarrista abandonou o barco.

02 – Morrissey – I’m Throwing My Arms Around Paris

“I’m Throwing My Arms Around Paris” está em Years Of Refusal, lançado em 2009. Depois da turnê, Morrissey voltou a escrever sua autobiografia, tarefa que lhe consumiu três anos e que será lançada em 2012.

03 – Suede – Metal Mickey

04 – Suede – Positivity

Suede, homônimo de estréia e demais discos da banda inglesa serão relançados dia 31 de maio em versão tripla, contendo: cd original remasterizado, cd com sobras de estúdio e DVD como os clipes de cada fase, apresentações ao vivo e entrevistas com a banda. 1993: “…she sells heart, she sells meat, oh god, she’s driving me mad, come see…”

05 – The Strokes – Taken For A Fool

06 – Albert Hammond Jr – Postal Blowfish

07 – Little Joy – Next Time Around

08 – Nickel Eye – You And Everyone Else

Em março de 2009 escrevi: “Com as férias da banda, Albert Hammond Jr, Fabrizio Moretti e Nikolai Fraiture se aventuram em novos projetos”. Phrazes For The Young, primeiro disco solo de Julian Casablancas foi lançado em outubro daquele ano.

09 – Pavement – Carrot Rope

10 – Stephen Malkmus – Gardenia

Em 2010 realizei mais um dos meus sonhos. Assisti o Pavement com a formação clássica, no Planeta Terra. Assim como a banda escolheu pelo término, em 1999, o retorno, uma década depois, foi estimulado pela saudade de estarem os cinco juntos no palco.

11 – Weezer – El Scorcho

12 – The Rentals – Waiting

“El Scorcho” foi lançada em Pinkerton, de 1996. Rivers Cuomo, vocalista, declarou que escreverá livro contanto histórias desse disco, como o intervalo que a banda fez para ele concluir graduação em Harvard e os desentendimentos/ desencontros que provocaram a saída do baixista Matt Sharp.

13 – Blur – Crazy Beat

14 – Gorillaz Featuring Daley – Doncamatic

15 – The Good The Bad And The Queen – Herculean

Em março de 2009 escrevi: “Para o Blur, depois da incerteza, o recomeço. Para o Gorillaz, depois do sucesso do primeiro disco, o quase sucesso do segundo disco, o descanso. Para o The Good The Bad And The Queen, the doubt”. Em 2011: Gorillaz lançou o quarto disco de estúdio, primeiro da história gravado em iPad; The Good The Bad And The Queen não passou do disco de estréia e o Blur AINDA ensaia a volta definita.

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Um pouco de história. Em 2010 nós, fãs do Blur, fomos presenteados com a música inédita “Fool’s Day”, gravada exclusivamente para o Record Store Day, evento que reune artistas e celebra a arte da música. O single foi lançado no formato 7” e tiragem limitadíssima de 1000 unidades.

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16 – Oasis – I’m Outta Time

17 – Heavy Stereo – Mouse In A Hole

18 – Ride – I Don’t Know Where It Comes From

Gem Archer, do Heavy Stereo e Andy Bell, do Ride assumiram guitarra e baixo no Oasis. Com o final da banda, os quatro ex-integrantes, sem Noel Gallagher, formaram Beady Eye.

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Clique aqui para baixar a relação de TODAS as dose_INDIE.

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Lex publica a dose_INDIE

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Apresentação

Postado sexta-feira, abril 29th, 2011, por Home and Sexta-feira |

Olá pessoal. Estou quase publicando o terceiro post e percebi só agora que ainda não me apresentei. Pois bem, hora de corrigir esse erro.

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isso que tu olhas

intrigada

e pensas ser apenas

um grande gogó

nada mais é

do que a poesia

entalada na minha

………………………….G

………………………….A

………………………….R

………………………….G

………………………….A

………………………….N

………………………….T

………………………….A

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Meu nome é Caio Cezar Mayer, alguns dos mais íntimos me chamam de Caito, outros só de Caio, pessoas bravas costumam apelar para o Caio Cezar, acreditando que usar o nome composto traz  gravidade a situação. Tenho vinte e seis anos, sou poeta e cozinheiro, cozinheiro e poeta, poeta cozinheiro, cozinheiro poeta,  enfim, não sou formado em nada, embora tenha ingressado nas faculdades de Jornalismo e de Filosofia, sem completar nenhuma das duas. Acabei ficando com as duas únicas coisas que sei fazer desde moleque: comida e poesia.  

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às vezes gosto de noz-moscada
às vezes gosto de pimentão
noutro dia é manjericão
e tem o dia da raiz amarga
tanto dia que é de madrugada
gosto de tudo, gosto de nada

se tem uma hora da pimenta
tem também a hora do limão
noutro dia gosto de agrião
mas sempre gostei bem mais de menta
tem dia que o azeite contenta
gosto dos gostos todos da venda

e se tem o dia do estragão
também tem dia de caramelo
incríveis dias de cogumelo!
até dia de inanição
todos gostos que me valerão
não cabem dentro dessa canção

gosto do sim e também do não
gosto do sim e também do não

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CineZ ilustra!_04. Feeding the doves

Postado quinta-feira, abril 28th, 2011, por Quinta-feira | Tags:, ,

 

O CineZ ilustra! desta edição, não ilustra. Simplesmente porque não precisa. O pequeno curta (apenas 30s) de 1896 que você vê abaixo, já faz esta tarefa perfeitamente. É o atual momento que nós, dosers, estamos vivendo. Resta saber se as tais pombas, ou pombos, estavam sendo devidamente alimentadas…caso negativo já sabemos o fim, e parece ser este o caso.

Que venha o CineZ ilustra! edição 5, 6, 10… mil!!

 

Feeding the doves_alimentando as pombas
EUA, 1896
Direção: Willian Heise / James H. White

  

 

Alessandro Ziegler, quintas-feiras, pombas e Sete Doses

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Então é isso…

Postado quarta-feira, abril 27th, 2011, por Quarta-feira | Tags:

Era uma ideia, que virou ação de uma pessoa. Depois de três, que viraram cinco, viraram sete, viraram quatorze. A ideia inicial voltou mais forte e os 14 viraram 28. Viraram também um blog, um site, um livro, algumas festas.

Sabe quando você vê aquele casal lindo, com filhos lindos, que de repente se separa? Família, amigos, até quem não conhece pergunta o que será que aconteceu… Muitas vezes não tem uma explicação lógica. Coisas implodem.

Nesses casais, muitas vezes a ideia de acabar vem de um. O outro a princípio não quer, demora pra acostumar com a ideia – acaba acostumando – e começa até a achar que era o melhor mesmo.

O Sete Doses, assim como conhecemos, acaba esta semana. Foram experiências maravilhosas. Outras cansativas. Momentos de genialidade, momentos banais. Mas tenho certeza que estes dois anos marcaram de forma definitiva os 14 e de certa forma os outros 14.

E é bom acabar em forma. Triste ver quem você gosta se arrastando e fazendo algo por obrigação. Pode ter certeza que desses 28 vão surgir outros projetos, juntos ou separados. E quem sabe não rola uma turnê de reunião daqui a algum tempo?

 

Thiago Kaczuroski, o Kazu, se despede do Sete Doses nesta quarta-feira.

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As sete curas

Postado terça-feira, abril 26th, 2011, por Home |

Uma vez ouvi de alguém, que ouviu de alguém, que reinterpretou uma frase do Mário Quintana, que dizia assim: “Viajar é mudar o cenário da solidão”. No meu início no Sete Doses, ao pensar em escrever sobre viagens de todas as naturezas, nenhuma frase fazia mais sentido.

Os tempos eram outros. O Sete Doses era outro. Nós éramos outros. Durante boa parte do primeiro ano, vivi os anos mais perturbados. Vivia oscilando como a linha de um gráfico de arritmia cardíaca e, viajando com ou sem deslocamentos conforme a máxima acima. A solidão em mim jazia, nos bons e maus momentos.

A depuração disso tudo só foi possível com o expurgo que os textos publicados na saudosa versão Wordpress do Sete Doses me permitiram. Curei muitas tragédias pessoais. Criei muitas outras. Continuei oscilando, mas, com o remédio ministrado pelo André Toso, me aproximei do diagnóstico e acariciei a cura.

Com o esforço de cada terça-feira autobiográfica, estimulei um processo de recuperação pessoal que partiu de automutilações e atravessou textos insípidos, outros ingênuos e muitos desnecessários. Mas meu gráfico pessoal agora se estabilizou: são poucas as arritmias, mais raras as desesperanças, mais estáveis as crenças e própria estabilidade.

É justamente este momento de pouca melancolia pessoal que cruza com a grande melancolia de ajudar a decretar o fim deste projeto. Sem o entusiasmo criador do início, nos descobrimos sem tesão de continuar. Já foi muito o que fizemos. Pessoalmente, foi das melhores coisas de que participei na vida.

Continuaremos, por outras vias.

Obrigado.

Ricardo Torres se despede nesta terça-feira do Sete Doses

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Podcast do Senador

Postado terça-feira, abril 26th, 2011, por Terça-feira | Tags:, , , ,

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Nossos comerciais, por favor: “Você faz maravilhas com Leite Moça”

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Gabriel Kwak, o Senador,  publica podcast às terças-feiras no Sete Doses

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7 doses, 7 vidas, 1

Postado sexta-feira, abril 22nd, 2011, por Home |

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Um novo começo

Postado terça-feira, abril 19th, 2011, por Terça-feira | Tags:, , , , ,

É mais ou menos assim que me sinto agora que comecei a estudar gastronomia. O curso de Cozinha Mediterrânea no Senac tem sido bem produtivo. Em breve publicarei textos mais específicos sobre isso.
O texto abaixo é uma republicação de meu antigo blog, o Mesa Eletrônica (www.mesaeletronica.blogspot.com). A vontade de trabalhar com cozinha existe desde sempre, como pode ser lido aí. Agora vamos à luta.

quarta-feira, 18 de junho de 2008
Quase me esqueço…
Quase me esqueço que tenho um blog…
Há alguns meses decidi colocar um pouco mais de mim no mundo virtual, por meio dessa ferramenta interessante chamada blog, postei no primeiro dia e nunca mais voltei, quase como o IBGE na música dos Racionais (faz tempo essa hein).
Mas, como todo bom filho, cá estou. Agradecimentos à Eliane, que sem querer me lembrou da existência desse espaço virtual, ao me indicar seu próprio espaço. Obrigado Eliane.

Discursos e agradecimentos à parte, vamos ao que interessa.
Mas afinal, o que é que interessa neste espaço? Ainda não tomei uma decisão concreta sobre os temas a postar, deixar vago também não me soa tão interessante. Tentarei manter a linha dos prazeres da mesa, mesmo que nesse caso (como em muitos outros nesse mundo moderno) sejam prazeres virtuais.

Ultimamente tenho cada vez mais certeza que devo voltar-me à gastronomia o mais rápido possível. O prazer que sinto ao cozinhar, seja arroz com feijão ou qualquer outra receita mais complicada (não muito pois ainda não cheguei lá), supera de longe os prazeres que tenho com outros trabalhos. Parece que o mundo para, que existem apenas ingredientes, panelas, calor e transformação. A sensação de sentir-se completo, útil, no lugar certo (embora nem sempre no momento certo, maldito timing) traz essa certeza e a vontade de melhorar meus conhecimentos e prática culinária.
Ainda assim, o jornalismo é área pela qual tenho uma paixão à parte. A pesquisa, o dinamismo, a expressão com a palavra escrita sempre me fascinaram. O jeito vai ser juntar os dois. Jornalismo e gastronomia. Nada mal pra que gosta de prazeres… será um prato cheio, literalmente!
Postado por Erik Stein Bernardes às 13:12

Erik Bernardes escreve terça sim, terça não, para o Sete Doses

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